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RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: PEDRO TEIXEIRA.

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  As primeiras expedições para a Amazônia tinham o intuito de reconhecer e demarcar as possessões para as Coroas Ibéricas. A primeira foi a expedição de Francisco de Orellana, que saindo de Quito em 1541 empreendeu a travessia descendo o rio Amazonas - principal via de comunicação dessa região. Pedro Teixeira, português, veio para o Brasil em 1607 e atuou na defesa do país contra outros conquistadores europeus que buscavam se apoderar da foz do rio Amazonas. Em 1616, Pedro Teixeira participou da expedição comandada por Francisco Caldeira Castelo Branco que fundou o Forte que daria origem à Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Dizem relatos que os índios brasileiros chamavam-lhe “Curiua-Catu”, o Homem Branco Bom e Amigo. Em 1637 foi designado pelo então Governador do Maranhão e Grão-Pará a realizar uma viagem de Belém a Quito, com o intuito de confirmar a ligação que se dizia ser possível fazer do Grão-Pará a Quito, tal como atestavam dois religiosos franciscanos recém-chegados à...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: A CAPITANIA DO CABO NORTE.

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  Em 1595 o pirata inglês Walter Raleigh escreveu “O caminho para Eldorado”, narrando as principais expedições em busca de ouro na região. Alemães, franceses e irlandeses, também se aventuraram na Amazônia desde o século XVI. Com a expulsão dos franceses do Maranhão no final do ano de 1615 os portugueses partiram de São Luis com intuito de se estabelecer no Amazonas. A baía do Guajará foi a porta de entrada da expedição de Francisco Caldeira Castelo Branco com três caravelas e 150 homens. De acordo com o Tratado de Tordesilhas as terras pertenciam à Espanha, mas naquele momento os territórios estavam unificados pela União Ibérica. No local, o engenheiro-mor Francisco Frias Mesquita iniciou a construção, à margem leste da baía, do Forte do Presépio (atualmente, Forte do Castelo), marco inicial da fundação da cidade de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Não tardou para entrarem em conflitos com os tupinambás da região que se levantaram sob o comando de Guimiaba (Cabelo de Veia). Ent...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: PANFLETOS INCENDIÁRIOS DA INDEPENDÊNCIA II (continuação).

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  Em 1821, os diversos projetos de Brasil se apresentaram de forma clara na arena pública, depois que o rei D. João VI, que vivia no Brasil, foi obrigado pelo Parlamento português a retornar para a Europa. Ao forçar a volta de D. João VI, o Parlamento português esperava devolver o poder a Portugal e reduzir o Brasil à velha condição subalterna.  Algumas províncias brasileiras aderiram ao projeto de recolonização. Esse desejo foi particularmente forte no Grão-Pará, no Maranhão, no Piauí e na Bahia, que preferiam subordinar-se a Lisboa a sujeitar-se ao Rio de Janeiro, conforme panfleto datado de junho de 1822 (às vésperas do grito do Ipiranga) onde o autor do texto, o   português Ignácio José Corrêa Drumond, que vivia no Brasil recorre ao argumento do medo: se o reino luso-brasileiro se partisse, o Brasil independente não disporia de forças militares suficientes para impedir insurreições escravas. Segundo ele, o país poderia se transformar num novo Haiti, aludindo a revol...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: PANFLETOS INCENDIÁRIOS DA INDEPENDÊNCIA

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A efervescência política desencadeada no Brasil pelos reflexos da Revolução Liberal do Porto de 1820 criou movimentação propícia ao fim da censura prévia, decretada em 28 de agosto de 1821 por D. Pedro. A partir disso, a circulação de panfletos e jornais de caráter político se intensificou pelas ruas da Corte, no Rio de Janeiro, e das demais províncias do território brasileiro. Influenciando o pensamento político e ideológico de muitos à época, essas publicações efêmeras se caracterizavam também pela linguagem adjetiva e mais violenta que utilizavam. Sem haver qualquer diferenciação entre o que era notícia e o que era opinião, os panfletos faziam circular as novas ideias e acaloravam as discussões acerca da independência política, suscitando nas províncias convergências e também muitas divergências com relação às diretrizes vindas da Corte. Os “panfletos incendiários” dos anos 1820 eram distribuídos, presos a postes e lidos em voz alta nas esquinas e praças. Levavam assim as ideias pol...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: A PRIMEIRA SINAGOGA DAS AMÉRICAS.

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  Os primeiros judeus que chegaram ao Brasil vieram com os holandeses e muitos deles eram portugueses que fugiram para Amsterdã por conta da obrigação de conversão obrigatória ao cristianismo, dai o nome cristão novos, sob pena de serem perseguidos pela inquisição. O açúcar português do novo mundo em grande parte ia parar em Amsterdã e os cristãos novos (judeus convertidos a força) e judeus portugueses eram o elo de ligação nos países baixos dessa cadeia de negócio. As primeiras famílias de judeus aportaram no Recife em 1635, quando Pernambuco estava sob o domínio holandês e tinha pouco mais de 10 mil habitantes, sendo a mais rica capitania brasileira. Perseguidos na Península Ibérica pela Inquisição Católica, eles vieram atraídos pela liberdade de expressão religiosa que o governo de Maurício de Nassau começou a instalar nas terras tomadas de Portugal (período da União Ibérica). A Sinagoga Kahal Zur Israel, que significa “Sinagoga Rocha de Israel”, localizada no Recife, atual rua ...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: OS DEGREDADOS (BRASIL – PURGATÓRIO DA METROPOLE?)

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  Os degredados começaram a povoar o Brasil desde a viagem de Cabral em 1500 quando a carta de Pero Vaz de Caminha anuncia que dois ficaram em terras brasileiras. Inicialmente foi usado para ajudar a povoar e posteriormente nos séculos XVII e XVIII era mais um castigo. Com a descoberta de ouro no século X VIII nas Minas Gerais o afluxo de gente para a colônia cresceu enormemente e o degredo foi quase banido no Estado do Brasil, sendo os degredados enviados para Santa Catarina (Florianópolis foi fundada com o nome de Vila de Nossa Senhora do Desterro), Estado do Maranhão/Para (isso mesmo o Brasil se dividia em dois), Cabo Verde, Índia, Angola, Moçambique, etc. A transferência da família real para o Brasil em 1808 também contribuiu para a redução do número de degredados, que segundo estimativas girava em torno de 300 a 400 indivíduos por ano. Com exceção do degredo para as galés, todas as formas de degredo eram cumpridas em relativa liberdade, mas tratava-se, em tese, de uma liberdad...

RECORTES DA NOSSA HISTÓRIA: MARTIM SOARES MORENO

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Martim Soares Moreno nasceu em 1586 (ou talvez 1585) na cidade de Santiago do Cacém em Portugal. Era filho dos portugueses Martim de Loures Moreno e Paula Ferreira Soares. Seu tio, Diogo de Loures Moreno diz que ele (Martim) em 1602 veio para o Ceará com Pero Coelho de Sousa, para que servindo naquele local aprendesse a língua dos índios e seus costumes. E chegou a ser considerado filho adotivo de Jacaúna, o grande cacique local dos potiguares. Em 1613, Martim Soares Moreno percorreu o Maranhão e o vizinho Pará, em missões de reconhecimento, indo parar nas Antilhas, de onde viajou para Sevilha (período da União Ibérica). Regressou ao Brasil em 1615, onde tomou parte na campanha de reconquista do Maranhão, assumindo papel decisivo, à frente de um contingente de 900 homens, na expulsão definitiva dos franceses e na captura da cidade de São Luís. No dia 2 de Janeiro de 1616, Alexandre de Moura envia Martim Soares Moreno a servir de capitão de Cumá, no Maranhão, onde infinitos índios, que ...